Imbituba
Qua, 21 de Julho de 2010 16:44    PDF Imprimir E-mail
Palavra Viva em Imbituba

 

A palavra profética tem sido uma realidade em nossas vidas. Temos vivenciado a expansão do crescimento da Igreja Batista Palavra Viva. Já comentamos, em outra oportunidade, que o futuro chegou. O que se ouvia ontem, vive-se hoje.

 A comunidade imbitubense recebe a Igreja Palavra Viva. No último dia 10 de julho, inauguramos a mais nova filha do ministério. A igreja está localizada bem no centro da cidade de Imbituba, defronte à tradicional casa do ferro, Sanaval. Mais precisamente: Rua Nereu Ramos, 139, centro.

Depois de alguns longos dias de preparo, o local está em condições de receber o povo com aconchego e carinho. As dependências atuais não deixaram rastros do antigo depósito que ali se estabeleceu e do cursinho Tendência que também usou o espaço em convênio com a prefeitura local.

Muitos braços contribuíram para que a igreja ficasse encantadora em seu interior. O trabalho de equipe foi fundamental. Experimentamos da unidade ministerial na prática. Todas as igrejas Palavra Viva têm seu quinhão de participação no projeto Imbituba.

Gostoso ter celebrado esta vitória com o Conselho de Pastores e demais departamentos da igreja. Podemos proclamar em alto e bom som que a vitória é do Senhor e nossa. Não temos centralizado o ministério. Temos distribuído para somar.

 Dividir para somar é o lema do grupo. Entendemos que o chamado é para que se estendam as tendas do Reino de Deus.

Há coisas que foram dadas ao ministério que não podem ficar restritas a um grupinho de crentes. O mandato é “ide às nações”. Entendemos que nações são nossos vizinhos próximos (como os imbitubenses) e os distantes, como nossos missionários da China.

Você, leitor, sabe que Deus tem nos dado um ministério profético com pernas longas que alcançarão os cantos e recantos do mundo. E a força para a realização dos propósitos de Deus tem uma massa de jovens cheios de amor pelo evangelho e por vidas. Mais de 70% dos nossos membros são jovens. Moços e moças que têm abandonado o que a sociedade oferece em termos de “curtição e entretenimento”, para dedicarem-se a alcançar o coração de vidas para uma aliança com Deus.

Tenho certeza de que o Senhor, o Deus Conosco, há de nos abençoar ricamente em Imbituba com uma massa de juventude e famílias, que impactarão a cidade em termos de qualidade de vida espiritual, familiar e social.

Agora, leitor, é trabalhar para encher o mais breve possível o espaço que nos foi dado. Contamos com suas orações, contribuições e visitas.

 

Última atualização ( Qua, 21 de Julho de 2010 16:46 )
 
Vida: Que Breve
Qua, 19 de Maio de 2010 15:15    PDF Imprimir E-mail

 

Há um ditado popular muito conhecido que afirma: não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje. A sabedoria dos simples revela profundos tesouros de conhecimento das coisas da vida.

O sábio Salomão afirmara: “Pensei que talvez fosse essa a melhor coisa que uma pessoa pode fazer durante a sua curta vida aqui na terra” (Eclesiastes 2.3c) [1]. Ele tinha consciência da brevidade da vida.

Levando-se em conta o tempo em dias, meses, anos, décadas, séculos o que são 80 (oitenta) anos ou quando muito 100 (cem) anos? Com esta reflexão, damo-nos conta de que a vida do ser humano é uma gota no oceano de tempos.

Em muitos momentos, existe uma ignorância humana da ínfima estadia neste mundo. E chega-se a pensar que o tempo não passará; que somos infinitos.

E assim... Dormimos muito. Sem ocupação ficamos inúmeras vezes. Ou... Trabalhamos muito pelas madrugadas, pelos feriados, pelos sábados, pelos domingos. Esquecemos o calendário. As horas. Os dias.

Deixamos escorrer pelo vão dos dedos momentos importantes para nós com nossas famílias, nossos filhos, nossos amigos...

O aniversário foi comemorado e você não estava. A formatura de seu filho foi maravilhosa e você não estava. O churrasco foi fantástico e você não estava. Aquele filme regado à pipoca e refrigerante foi genial e você não estava. Ela preparou uma surpresa e você não veio. Ele esperou por boas horas e você não veio. Eles chegaram de viagem e você não veio esperá-los. E o tempo passou. Ele não pára, já dizia Cazuza. Não dá para congelar o tempo. Pedir um tempo para o tempo

Nós, casados, muitas vezes por causa de caprichos, ficamos uma noite sem uma palavra com o outro. Por vezes, ficamos dias e em alguns casos semanas nos ignorando mutuamente. Quantas informações deixamos de trocar. Quantos beijos. Quantos abraços. Quantas carícias perdidas!

Tenho refletido sobre as muitas perdas que acumulamos na brevidade da vida e que somente na velhice vem o despertamento e a constatação de que muito se perdeu.

E a constatação das perdas pode ocorrer em um leito de hospital, minutos antes da morte. Pode ocorrer após um acidente que deixou você seriamente lesionado. Pode ocorrer depois da perda de um ente querido.

Não quero com isso, leitor amigo, deprimi-lo. Tampouco assustá-lo. Quero alertá-lo que não vale à pena perder tempo com rabugices, nem com amarguras, nem com ódios, nem com sede de vinganças no coração.

Temos de nos achegar à pessoa do Espírito Santo de Deus e reivindicarmos, mediante a oração, a promessa da vida abundante proferida pelo Senhor Jesus. É obra do Espírito nos fortalecer em fé.

Portanto, amigo leitor, estou convencido de que o amanhã já chegou: é Hoje.

 

 

 



[1] O destaque é meu. Escolhi a versão da NTLH.

Última atualização ( Qui, 20 de Maio de 2010 21:53 )
 
Quem é realmente Tiradentes????
Qui, 22 de Abril de 2010 16:30    PDF Imprimir E-mail


 

Ontem, dia 21 de abril, comemorou-se o dia de Tiradentes. Dia que aponta para a morte do homem que é historicamente considerado mártir da Inconfidência Mineira. Movimento de libertação das Minas Gerais do jugo tirano, do Império português.

Pesava sobre o povo, à época de Tiradentes, elevadíssimos impostos. O império português, cada vez mais ávido, queria saquear mais e mais as riquezas produzidas nestas terras brasileiras - tanto ouro, diamante pedras preciosas.

Tiradentes ficara indignado com a indiferença portuguesa, frente às necessidades mineiras: como saneamento, educação, uma vida mais digna. E, então, Joaquim da Silva Xavier, vulgo Tiradentes, resolve insurgir-se contra a mão forte portuguesa. Consegue adeptos à sua causa. Homens importantes. De peso militar, político e cultural.

Todavia, a História nos registra que houve um traidor: Joaquim Silvério dos Reis. E, assim Tiradentes é preso e enforcado. Malogrou seu intento de independência.

Note, leitor amado, (e se você não conseguir perceber, quero ajudá-lo a fazer) que muitas semelhanças há entre o personagem histórico, a quem devemos o feriado nacional, e Jesus.

Quando o homem Adão pecou, trouxe sobre todos nós pesado jugo de Satanás. Impôs à humanidade uma dívida impossível de ser paga pelo homem. Estabeleceu Satanás seu reinado de tirania, roubando todas as riquezas que Deus havia destinado para a sua obra-prima, o homem.

Satanás fez do homem escravo do pecado. Por mais que o homem desejasse, não tinha como proclamar sua independência. Não tinha como romper com os grilhões!

“Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça” (Romanos 6.20).

De geração em geração, por parte de Satanás mais e mais saques nos bens humanos: saúde, família, dignidade, paz, prosperidade e tantas outras riquezas.

No entanto, o nosso verdadeiro Tiradentes veio em carne e osso para proclamar a nossa independência:

 

Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.[1]

 

 Não apenas no aspecto social, cultural, econômico, mas, sobretudo, no aspecto espiritual. A corda que mantinha o homem preso a Satanás no mundo espiritual foi totalmente aniquilada na ressurreição de Jesus.

Engraçado que Jesus tivera um traidor no seu ministério terreno. E, assim como Tiradentes assumira toda culpa sobre si para que seus discípulos fossem poupados.

 

Jesus, de novo, lhes perguntou: A quem buscais? Responderam: A Jesus, o Nazareno. Então, lhes disse Jesus: Já vos declarei que sou eu; se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes; para se cumprir a palavra que dissera: Não perdi nenhum dos que me deste.[2]

 

 

O profeta Isaías nos anuncia que Jesus não só pouparia seus discípulos, como também toda a humanidade:

 

Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.[3]

 

E é evidente que Jesus não viera por motivos sociais libertar o homem, tampouco por motivos egoísticos regionais, viera para todos.

Desconfio, inclusive, que Tiradentes, pelo procedimento, foi leitor da Bíblia e desta forma conheceu o testemunho de Jesus. Adotou práticas semelhantes, embora agisse pela luta armada.

Jesus anunciara, através de Paulo, que nossa luta não é contra carne, nem contra sangue, mas sim contra demônios que agem no mundo espiritual, aproveitando-se da perversidade humana.

Portanto, o 21 de abril que nos remete a Tiradentes de forma episódica, ou seja, uma única vez no ano, deve provocar uma reflexão em nós, leitor, de que o nosso verdadeiro herói e mártir é Jesus, que prevaleceu sobre todos os seus inimigos, usando da cruz para expor seus inimigos.

e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Colossences 2. 15).

Devemos, então, cotidianamente glorificar Jesus, levantando a bandeira do seu evangelho que liberta todos os cativos!



[1] João 8. 34-36

[2] Ibdem 18. 7-9

[3] Isaías 53. 4,5

 

       

Última atualização ( Qui, 22 de Abril de 2010 16:38 )
 
O que é Graça????
Ter, 23 de Março de 2010 17:03    PDF Imprimir E-mail

Leitor, amigo, gostaria de compartilhar com você algo que tem me incomodado nos últimos dias. Sabe o que é? É a respeito da Graça de Deus (sem deixar de levar em conta, que Deus tem senso de humor). Primeiro, deveríamos conceituar graça. Afinal das contas, o que é Graça?

Tenho impressão de que Graça já desponta em Gênesis. Por quê?

Se você está lembrado, o Senhor forma todas as coisas e no sexto dia ele forma a sua principal obra: o homem!!!

 

Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.[1]

 

No homem, há uma distinção ímpar.

 

Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.[2]

 

 

 Somos distinguidos dos demais, uma vez que nós possuímos a imagem e semelhança de Deus. Que méritos o homem possuía para tal distinção? O que o homem poderia oferecer ao criador para receber dele tal distinção, leitor?

Recebe divisas de comandante. Comandaria todas as demais criações. Subjugaria a tudo!!!

Tudo foi-lhe dado de graça. Não quero fazer um jogo de palavras, embora seja induzido. Até porque um dos significados da palavra graça em nossa Língua Portuguesa é: dado sem que se pague nenhum preço. A pessoa é apenas recebedora. Há um doador. Nele existe generosidade incondicional. Não se espera retorno. Exceto, se for espontâneo.

A Bíblia nos relata que um jardim foi formado para que o homem ali residisse. Na região do Éden.

 

E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado.[3]

 

Passado um tempo, Deus percebeu que o homem, por mais que desejasse, não tinha ninguém na criação que lhe correspondesse funcionalmente. Ou seja, não acontecia uma identificação. Então...

 

Esta, afinal, é osso dos meus ossos

e carne da minha carne;

chamar-se-á varoa,

porquanto do varão foi tomada.[4]

 

Deus providencia uma auxiliadora ao homem. Uma mulher, aliás, uma bela mulher que deixa o homem, de nome Adão, de queixo caído.

Você sabia, leitor, que ambos, homem e mulher eram lindíssimos. Não havia feiura. Por isso, o homem literalmente “babou”.

Isso tudo de graça.

Mas seria esta definição de Graça?

Com certeza, um teólogo está me lendo e balança a cabeça negativamente. Aguarde-me, no próximo artigo, darei sequência...



[1] Gênesis 2.7

[2] Ibdem, 1.6

[3] Ibdem, 2.8

[4] Ibdem, 2.23

 

Última atualização ( Ter, 23 de Março de 2010 17:13 )
 
De Deus Graça
Qua, 24 de Março de 2010 16:10    PDF Imprimir E-mail

Leitor amado, estávamos expondo a respeito da Graça de Deus e havíamos parado no encantamento de Adão por Eva. Ela era uma gata!!!!

A Bíblia nos informa que a gatíssima de Adão dialogou com a serpente e foi convencida a desobedecer a Deus: comera do que não devia, ou seja, do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. E oferecera ao homem, que por sua vez comeu. Afinal, quem lhe oferecia? Aquela por quem “babara”.

Na hora do bate-papo com Deus, eles se esconderam e tentaram pateticamente tapar sua nudez. Estavam envergonhados de Deus. Da nudez do corpo que perdera a Glória de Deus, não do pecado em si. E, então, foram expulsos do jardim do Éden. Antes, porém Deus fez algo:

 

Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.[1]

 

 

 Como pai amoroso, Deus fizera vestes para cobrir a nudez do homem e de mulher. Novamente, leitor, nós temos a iniciativa divina para solucionar o problema que o homem causara.

Deus sabia que peles de animal não tinham nada a ver com a roupa inicial: glória de Deus, mas o homem não manteria sua nudez coberta com folhagens. Qual material mais apropriado? Pele de animal. Quem sabia disso? Deus.

Leitor, as ações de Deus não apontam para sua Graça?

O que você acha???

 



[1] Gênesis 3.21

Última atualização ( Qua, 24 de Março de 2010 16:24 )
 
O Futuro chegou
Dom, 14 de Março de 2010 12:13    PDF Imprimir E-mail

Amado leitor, somos privilegiados por estes novos ares dos céus que são destilados sobre o ministério Palavra Viva. Há um gozo aberto nos céus da grande Floripa. Deus está sorrindo para seu povo. E para nossa alegria o Espírito de Deus testifica em nossos corações que Ele está espalhando para outras capitais do Brasil este sorriso que redundará em vidas salvas

Existe um forte eco em nossos ouvidos:

Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito:Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas![1]

Estamos inebriados pelas verdades de Deus!!! 

Nossa embriaguez é contagiosa. Como em Pentecostes, nossos movimentos não obedecem à vontade humana, mas estão desordenados aos olhos humanos, embora sintonizados com a vontade do Espírito Santo. Incompreensíveis na linguagem e nos gestos do cotidiano humano, mas dominados pelo poder de Deus. Aleluia!!!

Vozes questionam nossas atitudes:

___ São loucos.

___ São irresponsáveis.

___Estão tirando jovens dos seus serviços.

___ Que absurdo!!!

Mesmo com as críticas humanas explícitas ou veladas não ficamos abalados, pelo contrário, nosso entendimento é de que se há insatisfação humana neste quesito é porque há alegria no quesito obediência a Deus.

O Eu Sou tem esclarecido muitos dos seus propósitos para sua igreja nestes últimos tempos. O projeto principal de evangelização está tão claro aos nossos olhos como nunca esteve. A obviedade da pregação das boas-novas de fato nos tomou por completo. O que queremos é agradar ao Espírito Santo. Só isso!!!

Escrevendo estas linhas, leitor, quero contagiá-lo a participar do exército de Deus. Ele prepara uma grande colheita de almas. Uma grande colheita!!!

Não é um privilégio da Igreja Batista Palavra Viva somente. Longe de se pensar assim. No entanto, nestes tempos a consciência espiritual de nossa liderança e povo foi desacordada e não há mais tempo a perder.

Estamos convencidos de que num curto período de tempo estaremos ramificados em todas as nações. Contribuindo com o reino de Deus de forma contundente e apaixonada.

Leitor, o futuro chegou. As profecias se realizam.

Vem. Vem fazer parte deste contingente celestial.

Deus o abençoe! !!



[1] Romanos 10. 14,15

Última atualização ( Dom, 14 de Março de 2010 14:23 )
 
Quem é Deus?
Qui, 11 de Fevereiro de 2010 16:14    PDF Imprimir E-mail
“Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra. O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões”.[1]

Sabe por que, leitor, dessa confusão?

Um paralítico havia sido curado instantaneamente pela palavra de Paulo. Um milagre extraordinário.

A multidão eufórica com o acontecido entende que só podia ser uma ação de deuses. Você entende o que é isso, leitor? Uma multidão querendo atribuir a você o milagre. Histericamente, querendo elevá-lo ao trono de deus?

A mente da população ainda era cativa da mística. O texto diz que Júpiter possuía um templo em frente da cidade e que seu sacerdote a tudo assistia. Estava em lugar de destaque. Dominava os cidadãos. Logo, na oportunidade que se abriu, o sacerdote se apresentou para sacrificar a seu deus.

“Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós” foi o dito da multidão enlouquecida. Que chance para Paulo e Barnabé de aceitarem o tributo de glória oferecido pela multidão, meu leitor? Eles não pediram nada. Foi o povo. A idéia não partiu deles. Estavam pregando a palavra.

Fiquei pensando durante a leitura deste texto: se fosse hoje tal acontecido com homens que têm sido usados por Deus, qual seria a reação deles? Talvez, o povo não os chamassem de Mercúrio nem de Júpiter, porque seria uma adoração flagrante demais, mas é possível que o povo os chamassem de “grandes homens de Deus”, “celebridades de Deus”. Talvez, como no texto citado, muitos corressem e começassem a “sacrificar” em nome de fulano, sicrano e beltrano.

Num mundo cheio de vaidades e disputas, como o nosso, fiquei pensando e confesso que temeroso, que é bem provável que muitos acabassem por ceder à vontade do povo.

É lógico que a sociedade pós-moderna tem uma fala bem articulada e não usaria uma linguagem escandalosa, referindo-se aos seus deuses. No entanto, quantas campanhas contêm dizeres: campanha com fulano de tal, homem poderoso, grande homem de Deus, etc.

As personalidades têm se projetado nos nossos dias.

Contudo, o texto continua:

 “Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo (...) [2]

Leitor, que percepção dos apóstolos! A atitude de saltar no meio da multidão foi uma atitude de desespero, porque eles sabiam da loucura do povo que os via como deuses. Rasgando suas vestes mostravam humilhação e humanidade. Feitos de carne e osso como todo ser humano, criatura de Deus.

Declararam sua condição humana “sujeitos aos mesmos sentimos”. Em outras palavras, não nos vejam diferente de vocês. Em nossas veias corre o mesmo tipo de sangue humano. Somos atacados por sentimentos humanos como todo mundo. Sentimos medo. Sentimos tristeza. Sentimos raiva. Sentimos alegria. Somos gente.

Temos a missão de anunciar o evangelho do qual somos testemunhas vivas do seu poder regenerador, que muda o rumo do homem. Este caminha para a morte eterna. O evangelho mostra a conversão para a vida eterna em Jesus. Queremos que vocês se tornem também anunciadores do evangelho e que abandonem a prática idólatra.

Que teste, leitor! O desejo que se apossou de satanás estava agora batendo à porta do coração de Paulo e Barnabé com muitas vozes.

Outro item importante; eles falaram a verdade, nada mais do que a verdade. Não houve maquiagem da verdade. Não argumentaram que Deus me usa, Deus isso, Deus aquilo.

Querido do Senhor, não quero neste texto me colocar acima de você que me lê. Confesso que eu enfrento essa luta todo dia. Não me deixar envolver pelos comentários elogiosos. Demonstrar minha humanidade. Saltar no meio do povo, rasgar as vestes e dizer: sou um mero homem como todos na face da terra.

Minha intenção é compartilhar com você minhas reflexões a cerca das muitas ciladas que se apresentam a nós para nos confundirem e nos envaidecerem a ponto de ficarmos enredados por elas e perdermos nossa humanidade e dependência do nosso Deus.

 Que o Senhor nos ajude!

 



[1] Atos 14. 11-13

[2] Atos 14. 14,15

Última atualização ( Qui, 11 de Fevereiro de 2010 16:48 )
 
OS ESTATUTOS DO HOMEM
Qui, 04 de Fevereiro de 2010 16:19    PDF Imprimir E-mail

Estava relembrando meus tempos de faculdade e algo assaltou minha mente com a lembrança de uma poesia que mexia com todos os ideais de jovens acadêmicos: Os estatutos do homem, de Thiago de Melo.

Andávamos com adesivos nas pastas, contendo versos da poesia celebrada por muitos corações sinceros e despoluídos das malícias do cotidiano vil do homem perverso.

Depois que me converti, fiquei com a suspeita de que a fonte inspiradora de Thiago tenha sido as escrituras Sagradas.

 

“Fica estabelecida, durante dez séculos,

a prática sonhada pelo profeta Isaías,

e o lobo e o cordeiro pastarão juntos

e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora”.

 

 Somente com o conhecimento de Jesus, creio ser possível a realização da proposta poética.

Leitor, para seu conhecimento e deleite achei legal compartilhar com você os versos do poeta.

 

 

 

Os Estatutos do Homem

(Ato Institucional Permanente)

 

Thiago de Melo

 

Artigo I

Fica decretado que agora vale a verdade.

agora vale a vida,

e de mãos dadas,

marcharemos todos pela vida verdadeira.

 

Artigo II

Fica decretado que todos os dias da semana,

inclusive as terças-feiras mais cinzentas,

têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

 

Artigo III

Fica decretado que, a partir deste instante,

haverá girassóis em todas as janelas,

que os girassóis terão direito

a abrir-se dentro da sombra;

e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,

abertas para o verde onde cresce a esperança.

 

Artigo IV

Fica decretado que o homem

não precisará nunca mais

duvidar do homem.

Que o homem confiará no homem

como a palmeira confia no vento,

como o vento confia no ar,

como o ar confia no campo azul do céu.

 

Parágrafo único:

O homem, confiará no homem

como um menino confia em outro menino.

 

Artigo V

Fica decretado que os homens

estão livres do jugo da mentira.

Nunca mais será preciso usar

a couraça do silêncio

nem a armadura de palavras.

O homem se sentará à mesa

com seu olhar limpo

porque a verdade passará a ser servida

antes da sobremesa.

 

Artigo VI

Fica estabelecida, durante dez séculos,

a prática sonhada pelo profeta Isaías,

e o lobo e o cordeiro pastarão juntos

e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

 

Artigo VII

Por decreto irrevogável fica estabelecido

o reinado permanente da justiça e da claridade,

e a alegria será uma bandeira generosa

para sempre desfraldada na alma do povo.

 

Artigo VIII

Fica decretado que a maior dor

sempre foi e será sempre

não poder dar-se amor a quem se ama

e saber que é a água

que dá à planta o milagre da flor.

 

Artigo IX

Fica permitido que o pão de cada dia

tenha no homem o sinal de seu suor.

Mas que sobretudo tenha

sempre o quente sabor da ternura.

 

Artigo X

Fica permitido a qualquer pessoa,

qualquer hora da vida,

uso do traje branco.

 

Artigo XI

Fica decretado, por definição,

que o homem é um animal que ama

e que por isso é belo,

muito mais belo que a estrela da manhã.

 

Artigo XII

Decreta-se que nada será obrigado

nem proibido,

tudo será permitido,

inclusive brincar com os rinocerontes

e caminhar pelas tardes

com uma imensa begônia na lapela.

 

Parágrafo único:

Só uma coisa fica proibida:

amar sem amor.

 

Artigo XIII

Fica decretado que o dinheiro

não poderá nunca mais comprar

o sol das manhãs vindouras.

Expulso do grande baú do medo,

o dinheiro se transformará em uma espada fraternal

para defender o direito de cantar

e a festa do dia que chegou.

 

Artigo Final.

Fica proibido o uso da palavra liberdade,

a qual será suprimida dos dicionários

e do pântano enganoso das bocas.

A partir deste instante

a liberdade será algo vivo e transparente

como um fogo ou um rio,

e a sua morada será sempre

o coração do homem.

Última atualização ( Qui, 04 de Fevereiro de 2010 16:21 )
 
Eu sou de Lá!
Seg, 11 de Janeiro de 2010 10:53    PDF Imprimir E-mail

Muitas vezes assistimos a filmes de ficção e ingressamos no universo do "faz-de-conta" com paixão intensa. Terminado o filme, levamos alguns minutos ou até horas para voltar à realidade cotidiana.

Temos ciência de que são mundos distintos: Ficção X Realidade. A ficção pode parecer arrebatadora, mas os apelos do dia-a-dia nos trazem à superfície real.

Levando em conta esta percepção de mundos, leitor amigo,  passei a ponderar sobre o universo bíblico e o universo natural.

Durante nossos afazeres corriqueiros, tomamos esta terra como nossa realidade final, embora sejamos admoestados pelo Espírito que, nada verdade, somos estrangeiros: nossa pátria é celestial:

 "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas" diz Filipenses 3. 20,21. 

Não é interessante, leitor?

Na verdade, nosso mundo atual é ficção. Aquele que está por vir é o real. Existem dois lados: o provisório e o permanente. A bíblia chama de lado natural e lado espiritual.

No episódio em que Elias é tomado aos céus, ele está com Eliseu e o texto diz em 2 Reis 2.11:

 "Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

Carro de fogo?!!!

Cavalos de fogo?!!!!

Percebeu, leitor? O lado natural confrontou-se com o espiritual. Como nos filmes, um "trailer" do espiritual foi dado a Eliseu, que depois disso nunca mais desprezou o espiritual. Logo após a partida de Elias, disse:

Onde está o Senhor, Deus de Elias? Quando feriu ele as águas, elas se dividiram para um e outro lado, e Eliseu passou" (2 Reis 2.14)

Portanto, meu amado leitor, há uma realidade espiritual disponibilizada para todos que quiserem acessá-la. O passaporte para lá custou caro, mas alguém já pagou por você.

Quer saber quem foi, leitor? Leia os evangelhos bíblicos.

Um forte abraço e até a cidade celestial.

Pr. Rudi

 

 
IDEOLOGIA?
Sáb, 09 de Janeiro de 2010 09:10    PDF Imprimir E-mail

Eu quero uma pra viver (Cazuza)"

Estávamos comentando durante a jornada de trabalho, pela manhã, a respeito das atuais coligações político-partidárias em termos de Brasil.

É de comum acordo que algumas alianças são esdrúxulas (assim como esta palavra esquisita) e incompreensíveis.

Parece complicado misturar óleo com água, sendo tais elementos "imisturáveis". Podem ocupar o mesmo recipiente, mas mantêm suas propriedades intactas, ou quase intactas.

Falávamos dos tempos de universidade em que bandeiras ideológicas de esquerda e de direita eram bem distintas. As defesas eram apaixonantes como nossas idades. Acreditava-se que havia campos bem marcados, com divisas claras.

Hoje, parece hilário se ler no jornal que partidos de tradição de direita se aliam a partidos de histórico esquerdista.

Gostaria de ouvir algumas vozes que outrora se posicionavam de forma tão contundente contra o sistema capitalista e que agora desfrutam da máquina capitalista.

Imagino vultos históricos socialistas revolvendo-se no túmulo diante das alianças espúrias que se realizam na pós-modernidade. (Aliás, é próprio da pós-modernidade relativizar os pontos-de-vista).

É difícil conceber a idéia de ver homens e mulheres da "teologia da libertação" com outros que são os protagonistas da "escravidão", do "continuísmo"!

Uma pergunta ante o cenário é legítima: ainda existe ideologia política??????

Como conceituar ideologia nos dias atuais????????????

A leitura que acabamos por fazer é que ideologia política é um amontoado de discursos filosóficos inúteis, que promovem o ego de alguns pseudo intelectuais.

Joãozinho trinta, o carnavalesco carioca, é dono de uma frase bem interessante:

Intelectual é que gosta de pobreza. Pobre gosta é de luxo.

Joãozinho aponta para a diferença de discurso e vivência. O intelectual via de regra é abastado. Finge que gosta de pobreza. O pobre é autêntico. Gosta de riqueza e pronto.

A idéia que prevalece frente aos conchavos políticos é de que, na verdade, a ideologia é a seguinte: os meios justificam os fins!!!!!

 

 

Última atualização ( Sáb, 09 de Janeiro de 2010 09:11 )
 


Conteúdos Pastor Rudi

Imbituba

Palavra Viva em Imbituba   A...

Pastor Rudi | Quarta, 21 Julho 2010

Leia mais

Vida: Que Breve

  Há um ditado...

Pastor Rudi | Quarta, 19 Maio 2010

Leia mais

Quem é realmente Tiradentes????

  Ontem, dia 21 de abril, c...

Pastor Rudi | Qui, 22 Abril 2010

Leia mais

De Deus Graça

Leitor amado, estávamos expond...

Pastor Rudi | Quarta, 24 Março 2010

Leia mais

O que é Graça????

Leitor, amigo, gostaria de com...

Pastor Rudi | Terça, 23 Março 2010

Leia mais

O Futuro chegou

Amado leitor, somos privilegia...

Pastor Rudi | Domingo, 14 Março 2010

Leia mais

Quem é Deus?

“Quando as multidões viram o q...

Pastor Rudi | Qui, 11 Fevereiro 2010

Leia mais

OS ESTATUTOS DO HOMEM

Estava relembrando meus tempos...

Pastor Rudi | Qui, 4 Fevereiro 2010

Leia mais

Eu sou de Lá!

Muitas vezes as...

Pastor Rudi | Segunda, 11 Janeiro 2010

Leia mais

IDEOLOGIA?

Eu quero uma pra viv...

Pastor Rudi | Sábado, 9 Janeiro 2010

Leia mais
More in: Pastor Rudi