| ... As coisas loucas deste mundo | ||||
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Era final de dezembro de 1998. Aquele seria mais um dia normal de trabalho como âncora do Jornal de uma emissora de TV de Santa Catarina. Seria. O apresentador do programa de variedades que antecedia ao jornal, ligou quase em cima da hora, avisando que não iria trabalhar, pois estava doente. O diretor precisou agir rápido e pediu que, excepcionalmente, eu apresentasse o programa daquele dia. Até aí, sem problemas, pois já estava acostumada a encarar qualquer desafio ao vivo.
De repente, chega ao camarim a produtora do programa, que conhecia minha história cristã, toda “sem graça”, avisando: “Ai, Scheila, sei que você não vai gostar, mas a convidada do programa de hoje é uma mãe de santo”-(em dezembro era comum enfatizarem as previsões para o próximo ano). Olhei para ela e exclamei: “Não, era só o que me faltava”. Ela saiu do camarim e eu fui orar no banheiro. “Meu Deus, o que eu faço? O Senhor sabe das minhas convicções e não tem ninguém para apresentar o programa em meu lugar. Por favor, faça com que esta pessoa não chegue até a emissora”... e continuei orando, um tanto ansiosa, até que Deus confortou meu coração.
Tentei me acalmar, sabendo que Deus conhecia minha trajetória de não negociar princípios e que Ele faria o melhor. De repente, eis que chega a mãe de santo. Cumprimentei-a cordialmente como fazia com todos os convidados, conversamos um pouco e entrei no estúdio para o programa ao vivo, clamando: “Jesus, me ajude, cobre-me com teu sangue e conduza cada palavra”.
Confiei e comecei o programa dependendo de Deus. Conclusão: a mãe de santo estava muito nervosa, mal conseguia falar, as respostas dela eram todas “desconexas” e em nenhum momento conseguiu fitar meus olhos. A cena era até cômica, pois me encarava meio de lado, numa tentativa de “fugir”.
Eu estava segura na Rocha, mas a mulher dava dó. Estava totalmente insegura e não conseguia esconder. Os telespectadores devem ter achado a entrevista hilariante. Terminamos o programa, fui ao camarim para abraçá-la como fazia com todos para agradecer a presença.
Nessa hora lembrei do amor de Jesus e da misericórdia, portanto não a discriminei, pois não a conhecia e não sabia os planos de Deus para sua vida. De repente, exclamou frustrada: “ah não sei o que aconteceu, não conseguiu baixar nenhum santo, alguma coisa estava errada”. Meu íntimo vibrou ao ouvir aquilo, sabendo que o Senhor cuidou de tudo.
Ela foi embora e eu entendi que Deus permitiu que eu a entrevistasse para que as pessoas não creditassem sua fé em uma mulher que mal sabia o que estava falando. Mostrou-me que se fosse outro profissional, certamente a ênfase seria muito maior e comigo não, pois tinha discernimento para saber que aquilo não era algo bom. Senti naquela ocasião o poder de Deus, mais uma vez, que dirige tudo e todos (até um programa de TV) como bem quer... E o final com Ele, claro, sempre é feliz! Talvez você não entenda certas situações em sua vida, mas o importante é estar sensível à voz do Espírito Santo e obedecer. Naquela ocasião pensei que a saída mais fácil para o impasse era Deus não permitir que a mãe de santo chegasse a tempo para a entrevista, porém Ele permitiu, fazendo-nos lembrar que os planos Dele não são os nossos, mas com certeza, os planos Dele sempre são e serão os melhores... Quem obedece tem recompensas. Lembre-se: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; (1º Cor 1:27) Abraços em Jesus Pra Scheila Cristina |


