| Deixe seu filho levantar sozinho! | ||||
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Quem é de nossa Igreja conhece a história do pequeno Natan, que há uma ano e nove meses, por complicações no parto, nasceu com um problema cerebral. Fui escolhida por Deus para estar acompanhando ele e sua incansável mãe Karine nos tratamentos médicos. Por obra divina, numa conversa informal num salão de beleza, fiquei sabendo dos trabalhos do Hospital Sarah Kubitchek e imediatamente ligamos para lá. Por incrível que pareça, a consulta que pensei levar no mínimos seis meses para ser agendada, foi marcada para o mês seguinte. Fizemos a maior festa e fomos atrás dos recursos. Mais uma vez, Deus honrou e no dia 15 de outubro de 2007 partimos rumo ao Rio de Janeiro (que atende as cidades do sul), em busca de uma resposta, já que Natan sofria crises constantes, chegando muitas vezes a parar no pronto socorro. Que experiência maravilhosa que o Sarah Kubitscheck nos deu. Ao chegar lá, desde o porteiro, recepcionista, profissionais da limpeza, médicos, nos trataram com tanta dedicação, que chegava a constranger. Fiquei muito surpresa, afinal é um hospital público, gratuito e na verdade, não estamos acostumados com este tratamento. Era possível notar que havia crianças com todos os tipos de doenças e classes sociais, mas não havia nenhuma distinção. Todas eram tratadas iguais. Pensei naquele instante. É isso que Deus quer de nós, pois nos ensina que não devemos fazer acepção de pessoas. Lá no Sarah, ninguém quer saber se você é milionário ou se vive numa favela. Todos recebem o mesmo tratamento. Ficamos lá por mais de duas horas e nos sentimos acariciadas pelo Senhor. Mas, ao sair daquela primeira sessão de consultas, foi que eu tive a grande lição do dia. Estávamos na porta esperando um táxi, quando uma criança saiu acompanhada de seu pai. Ela tinha as perninhas bem tortas, portanto, caminhava com muita dificuldade, mas num ímpeto quis andar mais rápido do que aquele que a estava protegendo e caiu com tudo na calçada. Olhei para a Karine, com pressa de ir levantá-lo, quando percebi que seu pai estava ao lado, olhando para o pequeno, sem alteração, dizendo apenas “Levanta, filho!” E ele levantou.Em frações de segundos, aquilo gelou meu coração, pois vi que aquele pai estava totalmente certo, embora minha reação fosse totalmente contrária a dele. Como seu filho aprenderia a levantar sozinho, se não tivesse esta experiência de confiar em si mesmo? Foi então que também senti Deus falar comigo: “Está vendo? Todas as vezes que um filho meu quer correr a frente do PAI, não dá certo e a queda é inevitável. Mas, mesmo que pareça que eu não esteja com ele ao levantar, eu estou sempre perto, com os olhos estendidos para dizer, ‘não temas, levanta, você consegue”. Jamais esquecerei aquela cena e agora todas as vezes que meu filho Enzo, de pouco mais de dois anos, cai por algum motivo, eu o incentivo a levantar sozinho. Nunca mais corri para levantá-lo, pois, na vida, antes de depender de mim, como mãe, ou de meu esposo, como pai, ele tem que depender de DEUS e na capacidade que Ele deu para levantar e continuar a caminhada... Quando você cair, quando seu filho cair, pense nisso!!! Beijos no coração! Pra Scheila Cristina |
| Última atualização ( Qua, 20 de Janeiro de 2010 19:01 ) |



Comments
Penso que o Senhor permite que tenhamos quedas na vida (tão necessárias para o nosso crescimento e de nossos filhos!), todavia, Ele está sempre nos acompanhando de perto dizendo: esforça-te e anima-te! Eu Sou contigo!
Deus te abençoe Pra. Sheila e que as tuas palavras possam sempre ser usadas pelo Senhor para tocar corações.
Abraços.
Aline.
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