| ELA NÃO TEM VARIZES – Dois anos depois... | ||||
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Olá Virtuosas, Vocês devem lembrar da história com o título acima, postada em 2008, neste blog. Quem ainda não leu, pode ler nos posts antigos ao lado (segunda bolinha de lá para cá). Nela, relato a vida de Rosemeri, uma jovem senhora que conheci na farmácia, por “um acaso” (?), com as duas pernas amputadas. Lembraram? Então. Depois de dois anos, meus momentos de intimidade com Deus levaram-me a lembrar dela. Busquei em minha agenda (já sem uso), guardada no fundo do armário, seu telefone. Liguei. Para minha alegria, Rosemeri atendeu. Perguntei se podia fazer-lhe uma visita e prontamente aceitou. Fui até sua casa e ela me recebeu em sua porta, agora com os cabelos loiros (quando a conheci era morena). Entrei e sentamos em uma mesa, enquanto alguns operários trabalhavam na reforma de sua humilde casa. Fiquei muito feliz em reencontrá-la, levei comigo a mensagem escrita dois anos antes e li para ela, que ficou emocionada. Convidei-a a ir ao Chá de mulheres, que aconteceria dentro de quatro dias, e com a simpatia e alegria de viver, que é só dela, aceitou na hora. Pediu se poderia usar decote, pois era a forma que encontrou para valorizar o seu colo, já que não tinha as pernas. Rindo da situação, deixe-a a vontade. Fiquei um bom tempo conversando com esta mulher – exemplo de garra, determinação, força e fé. Mais uma vez fui para casa com uma sensação grande de gratidão a Deus. No sábado, em meio a muita chuva e um frio típico de inverno, fui buscar a minha convidada especial daquele encontro de mulheres, em sua casa. Ela estava linda, maquiada, com um sorriso largo no rosto, aguardando minha chegada. Fomos as primeiras a chegar ao local e Rosemeri – para os íntimos Meri – sentou na primeira mesa, bem em frente onde iriam acontecer as “falas” juntamente com mais quatro virtuosas. Como a mesa era bem larga e as toalhas compridas, sua cadeira de rodas ficou meio que escondida. Fui a preletora daquela tarde, em que as mulheres tiveram um momento “só delas”. Ao final, depois das dinâmicas e da troca de experiências, fiz questão de reler a mensagem “Ela não tem Varizes” e quando terminei, sem que niguém soubesse, chamei a personagem da história – Rosemeri – que foi a frente, causando um misto de surpresa, espanto e emoção dentre todas que estavam ali, frente a esta mulher, que superou seus limites e resolveu olhar para o que ainda tem e não para o que perdeu. Foi um momento único, singular, especial, preparado por Deus. Juliana, que estava sentada na mesma mesa, ficou admirada, pois só percebeu a deficiência, quando ela moveu sua cadeira de rodas em minha direção. Muitas não conseguiram conter as lágrimas e choraram diante do que estavam vendo. Meri, agora posso chamá-la assim, mais uma vez, foi um instrumento de Deus para mostrar que a vida é um presente embrulhado carinhosamente por Ele e que devemos viver cada dia, como se fosse o último. Hoje, já a considero uma amiga especial. Na volta para casa, tentei “sugar” tudo que pude dela, de sua força. Extrai um pouquinho, mas, ao contrário de antes, não esperarei dois anos, para tirar lições desta guerreira. Já marcamos outros encontros. Tenho certeza que sairei deles, muito mais “rica” do que quando entrei. Beijos no coração e, em primeira mão, conheçam nossa mais nova amiga... |
| Última atualização ( Ter, 27 de Julho de 2010 16:46 ) |




Comments
LINDA!!!
Quem pode julgar um decote?!
Deus te ilumine amiga Meri!
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